quinta-feira, 14 de julho de 2011

E AGORA, EMBARQUEI NA PROMESSA DA BANDA LARGA...


O pensamento em torno do desenvolvimento econômico avança na medida em que a produção cientifica e tecnológica gerada no interior das instituições acadêmicas e de pesquisa estiverem bem. Contudo, o acesso a esse conhecimento deve sim ser preocupação de governo. Então, não é a toa que o Governador Camilo Capiberibe deve passar noites em claro para buscar cumprir sua importante promessa de campanha, que é a conexão à internet em Banda Larga (BL).

O Governo Federal na década de 1980 teve a brilhante idéia de implantar a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), por onde passam atualmente todo o conhecimento cientifico e tecnológico produzido no país através das fibras óticas. Desde então, instituições governamentais em todo o país se associam à rede e com isso passam a acessar e compartilhar produção cientifica e tecnológica, o que provavelmente refletem políticas de fortalecimento da iniciativa privada de seus Estados.

A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) foi um projeto criado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), ligado ao MCT. A partir daí a RNP vem avançando e hoje desenvolve o projeto Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), que têm o objetivo de interligar instituições de ensino e pesquisa com conexões de internet em BL e com custo baixo.

Em 2009, segundo entrevista com o então Diretor-geral da RNP, na revista Gestor CT&I, as redes de fibra ótica, como no caso da Redecomep, atendem a um custo menor: “uma conexão de 1 Gigabit por segundo (Gbps) foram orçados, incluindo o custeio, em R$ 11,3 mil reais anuais, pouco mais da metade do custo de uma conexão bem mais lenta de 256 Kilobits por segundo (Kbps). Ou seja, um preço bem menor para quatro mil vezes a capacidade da banda.”

No Amapá é a UNIFAP quem faz a integração e capilarização da RNP. Assim, as instituições ao aderir a rede dividem custos e assumem responsabilidades inerentes a manutenção e até mesmo compartilhamento/acesso as informações geradas por essas.

Podemos aprender com Belém. A rede metropolitana de Belém desde que se tornou uma Redecomep incluiu mais de 165 pontos de presença. Isso significa dizer que são prédios governamentais, escolas, universidades, postos de saúde com acesso à Internet em BL. Além disso, a Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia por meio do Projeto NavegaPará, fez com que muitos municípios se conectassem à internet em BL.

Deixo aqui minha colaboração para que o Governo possa já usufruir o acesso à informação e, seguidamente, possa compartilhar políticas de governo que induzam o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Amapá, expressamente conectado em BANDA LARGA. Promessa de campanha cumprida!