Meu principal livro de cabeceira desta semana. domingo, 8 de novembro de 2009
Meu principal livro de cabeceira desta semana. quinta-feira, 29 de outubro de 2009
CAMPANHA: NATAL "COM PET" (Polietileno Tereftalato). Participe!

Se não somos capazes de acabar com a produção de Polietileno Tereftalato (PET), aquelas "calamitosas" garrafas plásticas que provocam o entupimento dos bueiros e galerias de águas pluviais provocando enchentes; aquelas que formam tapetes em nossos rios, então vamos reaproveitá-las, transformando-as em arte para enfeites natalinos.
Deixo aqui a idéia para todas as prefeituras começarem a coletar das vias públicas as garrafas pets e reutilizá-las na decoração natalina. As escolas, as universidades, os prédios públicos, as empresas, os moradores também podem assumir esse comportamento.
O custo? É praticamente zero e a natureza agradece.
[http://rodrigobarba.com/blog/2008/12/10/natal-ecologico-garrafas-pet-no-jardim/]
OFICINA: COMO MONTAR UM PLANO DE AÇÃO NO LIMITE DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
► DATA: 13/11/2009
► HORÁRIO: 18:00 as 22:00H
► PERFIL: Alunos que estejam cursando o ultimo semestre dos cursos ofertados pelo IESAP (formandos).
► [RÁPIDA] JUSTIFICATIVA: A Educação Ambiental precisa estar presente no cotidiano escolar, no trabalho da sala de aula, em casa, na empresa, enfim em todos os ambientes onde é estabelecida a relação com a natureza. A realização de atividades como plantar, construir brinquedos com material de sucata não trazem significações alguma sem estar articulada a um trabalho que leve as pessoas a pensar sobre os problemas sócio-ambientais que vivenciam. Se não for assim não se atinge os propósitos da EA.
► OBJETIVO: Possibilitar, por meio de um modelo de plano de ação, o exercício da Educação Ambiental, definindo ações educativas e metodologias que minimizem os impactos sócio-ambientais em áreas urbanas e rurais.
OFICINEIRA: eu mesma!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
VI Fórum de Governadores da Amazônia Legal no Amapá

Avalio o tempo insuficiente para discutir temas tão complexos. Só a pauta de SERVIÇOS AMBIENTAIS necessitaria de bom fôlego por parte dos governadores para conseguir chegar a uma unidade de pensamento.
Veja abaixo a extensa e curiosa pauta que nossos governadores terão que dominar.
· Posicionamento comum dos estados sobre mudanças climáticas e serviços ambientais, que deverá ser exposto durante a 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15) nos dias 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, capital da Dinamarca;
· a aceleração da criação de um marco legal para o transporte hidroviário no Brasil, em tramitação no Congresso Nacional, que contempla diretamente a Hidrovia Tocantins, além da restauração do transporte aéreo regional na Amazônia Legal;
· reiterar o pedido para que o governo federal libere aos estados da Amazônia Legal os recursos contingenciados da Suframa - Superintendência da Zona Franca de Manaus, da ordem de R$ 800 milhões;
· a compensação para a queda no repasse do FPE – Fundo de Participação dos Estados, causada pela desoneração do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados.
[A redução do IPI foi uma das principais ações do governo federal para estimular o consumo e combater os efeitos da crise financeira internacional.]
· regularização fundiária
· inclusão no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do Previa – Programa de Estradas Vicinais para a Amazônia. No final do encontro, os governadores assinarão a Carta do Amapá.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
1ª Conferência amapaense de Saúde Ambiental (CASA)

O objetivo principal da realização da CASA é definir diretrizes para a política pública integrada no campo da saúde ambiental, a partir da atuação transversal e intersetorial dos vários atores envolvidos com o tema.
O titulo da “CASA” é Saúde e Ambiente: Vamos Cuidar da Gente!, com o tema “A Saúde Ambiental na Cidade, no Campo e na Floresta: Construindo Cidadania, Qualidade de Vida e Territórios Sustentáveis”.
O Amapá realizou 16 conferências municipais e 210 delegados foram eleitos para conferencia estadual. “Observamos que 68% das conferências municipais apresentaram diretrizes sobre saneamento básico. Acreditamos que a conferencia vai fortalecer a política de saúde ambiental no estado, iniciada em 2001”, revela o vice-presidente da 1ª CASA, Eliton Franco.
A plenária estadual vai até o dia 16 de outubro, no SEST – SENAT, e elegerá 24 delegados, que representará o estado na 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental, prevista para 9 a 12 de dezembro, em Brasília-DF.
A 1ª CASA é realizada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), em parceria com os conselhos estaduais de saúde e do meio ambiente e é norteada pelos seguintes eixos: desenvolvimento e sustentabilidade socioambiental; o trabalho, ambiente e saúde, além da educação; e construção de políticas e territórios sustentáveis.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
VEJAM A PERFORMANCE DO DEPUTADO VERDE
A CNA promoveu no dia 25/09 o Primeiro Seminário CNA com o tema Meio Ambiente e Produção de Alimentos.O tema foi discutido coma presença da Senadora Kátia Abreu, Capobianco, Fernando Gabeira e outros.
Chamou-me atenção a performance do deputado Fernando Gabeira PV-RJ discutindo o assunto. O deputado, mais do que nunca, deu uma aula a todos que ainda engatinham nessa discussão.
Abaixo, faço um resumo de seu discurso. Acompanhe a explanação e vejam como é diferente dos Deputados que se dizem “Verdes” aqui no Amapá.
Falou sobre a forma como o movimento ambiental muda sua estratégias de ação. Antes, o movimento denunciava a poluição dos rios, o desmatamento, hoje, discute a necessidade de aproximação da ciência para indicar soluções ambientais emergentes.
Gabeira discorreu sobre assuntos bem diversos sem perder de vista a importância econômica que a floresta desempenha, especialmente com os serviços ambientais que presta a humanidade.
Disse que o conflito ocorrido na terra indígena Raposa Serra do Sol fez com que entendesse melhor a relação produtor-terra-agricultura.
“Temos que chegar a um entendimento, porque nossos interesses são os produtores, eles têm que estar presentes nessa discussão até porque os rios, a água, por exemplo, é fundamental para quem produz.”
“Quando exportamos carne estamos exportando água também”.
Se há quem entende do meio ambiente é quem vive da terra...Sabem quando vai chover, quando plantar... o ambientalista tem que estar junto com essa gente.”
No tópico dos trangênicos, afirmou que esses poderiam co-existir com os outros tipos de plantas, mas alertou para a precaução para que os transgênicos não “contaminassem” as outras plantas. Por outro lado, informou que há um crescimento pela demanda de alimentos orgânicos porque são menos contaminantes, portanto, há necessidade de fortalecer esse pólo orgânico no país.
Disse, também, que existem inúmeras possibilidades, além da agricultura. O alimento é importante, a produção de flores, o perfume, a energia são importantes nesse momento de transição.
Existe um valor simbólico da floresta que não é agregado. Ali estão segredos, conhecimentos que podem nos levar mais adiante...
“Existe um tesouro que precisamos explorar com o de melhor que há nela”.
A questão não é apenas vender madeira com o símbolo da “Amazônia”, nem plantar eucalipto. Podemos elaborar outros produtos dizendo, por exemplo, que esse é um perfume elaborado a partir das essências de espécies da floresta. “Você gosta da floresta, então compre esse perfume”. Em seguida lamentou: “não são as idéias nobres que move o mercado mundial...”
Mesmo com o desmatamento zero, com os serviços ambientais que a floresta presta, ainda assim não estaremos satisfeitos...
Desmatamento zero é o objetivo, mas é preciso tornar a floresta cada vez mais produtiva.
“Cada lavoura, cada pecuária pode se articular de uma maneira”. Que é produzir? Se “produz mais em menor espaço”.
Afirmou que o Brasil pode fazer a diferença quando analisamos os aspectos ambientais...Somos ricos não somos pobres, apesar de Lula achar que essa discussão ambiental é coisa dos ricos. É preciso que se oriente melhor essa posição por causa do avanço da biotecnologia, a revolução da informática e a progressiva passagem para energia solar.
No momento o Brasil vai explorar o petróleo no pré-sal e devemos perguntar: “Vamos produzir mais CO2? Existe vida nessa faixa de exploração? Quais os impactos ambientais?”.
Reforçou a aproximação com a ciência e orientou achar o consenso onde houver descenso...e, a divergência também é importante porque ajuda avançar.
[Imagem andreaambiental.blogspot.com]
quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Para responder a questão me manifestei da seguinte forma:
Antonio Carlos Diegues se refere a essa expressão quando trata das Unidades de Conservação (UCs). Esse autor defende a tese de que não há um lugar sequer nesse planeta que não tenha passado um único ser humano e, portanto, aquela história de criar UCs do tipo proteção integral, como se fossem "santuários ecológicos", é bastante questionada.
O Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) classifica as UCs em dois grupos: proteção integral e uso sustentável. Ao criar UCs de proteção integral, acabam por “expulsar” e/ou “ignorar” as populações tradicionais que, muitas das vezes convivem de forma interdependente com aquela "natureza".
Um exemplo: no Amapá os indios Wãiapi saem da Reserva Indigena e "viajam" até a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru em Laranjal do Jari. Logo, essa é uma comprovação de que esses ambientes estão sendo permanentemente "interferidos" pela ação humana.
Penso que ambas as posições ("O mundo sem ninguém" e o "Mito da natureza intocada") são amplamente questionadas mas que acabam fazendo parte do repertório de muitos gestores que realizam tomadas de decisões baseadas no conceito "natural" de meio ambiente.
Compreendo que a sociedade, incluindo seus aspectos culturais, fazem parte desse meio ambiente. "Tirar" essa "parte" humana da natureza é um risco de dimensões desconhecidas.
O esforço em "simular" como a natureza se comportará a partir da retirada desse "elemento" homem, evidentemente pode até nos trazer algumas pistas na interpretação e resolução de problemas sócio-ambientais, mas isso não nos conforta nem um pouco estarmos excluídos dessa vivência, não é mesmo? Qual o sentido de natureza se nela não estivermos contidos?
Ao contrário, devemos nos concentrar em mostrar a viabilidade que é continuarmos co-existindo com esse "todo" (é redundante, mas tudo bem!), com esse sistema que é o planeta terra.
Isso rende intermináveis argumentações que vai do antropocentrismo ao biocentrismo.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Amazônidas não tem COMPETÊNCIA para cuidar da Amazônia?!?!

Gente, sinceramente, a matéria diz em suas entrelinhas que nós, amazônidas, não temos COMPETÊNCIA para cuidar da Amazônia.
Dentre outros aspectos abordados pelos jornalistas, há informações que não foram checadas e que não confirmam as condições desumanas pelos quais dizem estarmos vivendo.
Esse “olhar” de fora, não foi capaz de orientar os leitores de uma importante revista que é a VEJA (principalmente na atual conjuntura brasileira), para que pudessem refletir com quem está o erro dessa “incômoda” situação de “retrocesso” que também dizem estarmos vivendo.
A matéria omitiu a informação de que as políticas públicas são traçadas em Brasília da mesma forma como eles (os jornalistas) empreenderam a matéria. Ou seja, os programas e projetos são traçados por aqueles que NÃO conhecem a Amazônia e que nela não possuem nenhum sentimento de pertença especialmente com a cultura local.
De que Amazônia estão discutindo? A Amazônia preservada ou a Amazônia contemplada por projetos econômicos que combinem desenvolvimento com conservação? Penso que precisamos desses dois modelos de gestão. Um “modelo” não se sobrepõe ao outro. Precisamos responder com urgência algumas perguntas latentes e que as respostas jamais serão encontradas no atual paradigma. São elas:
- Como internalizar as externalidades negativas?
- Como esse estilo de vida das populações amazônidas foram capazes de manter ao longo do tempo a floresta em pé? Há teses e mais teses, senhores jornalistas, que apontam a ação desses “atrasados” como os grandes responsáveis, por exemplo, pela dispersão/distribuição das sementes, o que caracteriza a alta diversidade de espécies aqui encontradas, e que são matérias-primas para o modelo de desenvolvimento defendido. Francamente...
Agora, as populações tradicionais, que são vistas na matéria como “atrasadas” são as PROTAGONISTAS do retardamento “desenvolvimentista” que a região apresenta.
Um outro “valor”, estranhamente presente na matéria, é que a Jarí Celulose é eleita empresa- modelo capaz de tirar a Amazônia das condições de “pobreza” em que se encontra. Em nenhum momento apresentaram dados sobre Índices de Qualidade de Vida dessa população, nem tampouco da poluição ambiental emitida pelos gases e emissão de efluentes químicos sem o devido tratamento que a empresa lança diariamente na atmosfera e em nossos rios ...... Famílias de moradores do bairro Santa Clara do município de Vitória do Jarí, em frente à fábrica, continuam enfrentando sérios problemas de saúde como: Falta de ar, furúnculos no corpo, irritação na garganta, tonteiras e manchas na pele. Isso a matéria não revelou. Essa informação me foi confirmada por membros da coordenação local da Conferência Saúde Ambiental, a ser realizada em dezembro de 2009. A conferência tem como lema saúde e ambiente: vamos cuidar da gente!
No resumo, a matéria foi pessimamente redigida, especialmente no trato de uma questão nada fácil de ser discutida que é o desenvolvimento sustentável. Sugiro que vocês re-escrevam a matéria a partir de uma nova ótica: ouvindo e lendo as dissertações, teses e livros dos sujeitos que contam essa história de forma bem diferente e sem pretensões de se tornar a verdade absoluta. Aliás, esse tempo já era!
Encerro esse artigo seguindo a sugestão de meu amigo jornalista (dos melhores),
que é acrescentar uma fragmento da “Carta do Índio Chefe Seattle”.
[Cara Irani, espero que essa carta contribua para o teu desabafo contra os inimigos da Amazonia. Atenciosamente, Afonso Pamphylio.]
Aí vai,
[...]Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."




